Eletropostos Brasilonde carregar seu carro elétrico

Como usar um eletroposto pela primeira vez: passo a passo

Atualizado em 05/09/2026 · Eletropostos Brasil

Carregar em público pela primeira vez assusta mais do que deveria: são quatro ou cinco aplicativos diferentes, cada rede com o seu jeito de ativar, e o medo de chegar com 8% de bateria num carregador quebrado. A boa notícia é que o roteiro é sempre o mesmo, e depois da segunda vez vira rotina. Este guia segue a ordem real de uma recarga, com o que fazer em cada etapa e o que evitar.

Antes de sair: escolha o ponto e confira o status

Abra a ficha do eletroposto neste site ou no app Eletropostos Brasil e olhe quatro coisas: o tipo de tomada (o seu carro precisa ter o conector, veja o guia das tomadas), a potência (em DC, quanto maior, menor a parada; em AC, conte com horas), o horário (pontos em shopping e supermercado fecham com a loja) e o status relatado pela comunidade. Um relato de "quebrado" com data de ontem vale mais do que qualquer cadastro. Tenha sempre um segundo ponto como plano B, de preferência a menos de 30 km.

Se o ponto é de rede, instale o aplicativo da operadora ainda em casa, com wi-fi: o cadastro pede CPF, e-mail, telefone e um cartão de crédito, e alguns apps mandam um código por SMS. Em posto de rodovia o sinal de celular costuma ser fraco, e fazer o cadastro ali é a principal causa de "não consegui carregar". Redes que aceitam cartão por aproximação direto no carregador (parte dos pontos Tupinambá e EZVolt) dispensam o app, mas ainda são minoria.

RedeComo ativaComo cobra
Yellotmobapp, QR code no totempor kWh, pré-autorização no cartão
EZVoltapp ou cartão por aproximação em parte dos pontospor kWh, alguns pontos por tempo
BR Super Cargaapp, seleção da tomadapor kWh, taxa única de ativação em alguns pontos
Tupinambáapp ou cartão por aproximaçãopor kWh, com taxa de ociosidade após o fim
Shopping, hotel, concessionárialiberado ou cartão no balcãogratuito para clientes, na maioria

Ao chegar: estacione e conecte

Pare na vaga do carregador com a porta de recarga do lado certo: o cabo DC tem 3 a 5 metros e não alcança o outro lado do carro. Desligue o motor. Em carregador DC, pegue o cabo preso ao totem, abra a tampa inferior da porta do carro (a que cobre os dois pinos grossos) e encaixe até ouvir o clique; o conector pesa mais de um quilo, segure com as duas mãos. Em carregador AC do tipo tomada, conecte primeiro o seu cabo no carro e depois na tomada do carregador; a trava só fecha quando a sessão começa.

Alguns carregadores pedem que você ative antes de conectar, outros depois; a tela do totem ou o app dizem a ordem. Se o cabo não travar, confira se a porta do carro está totalmente aberta e se não há sujeira nos pinos. Não force: o conector CCS2 tem um pino de comunicação fino que quebra com pancada.

Ativar a recarga

No app, toque em "carregar" e leia o QR code do carregador, ou escolha o ponto na lista e a tomada (A ou B, esquerda ou direita). Confirme. O carregador faz um "aperto de mão" com o carro por 10 a 30 segundos: o painel do carro passa a mostrar a potência recebida e a estimativa de tempo, e o app mostra o consumo em tempo real. Se nada acontecer em um minuto, encerre no app, desconecte e conecte de novo; nove em dez falhas se resolvem assim. Se persistir, tente a outra tomada do mesmo totem e relate o problema no app da rede e no Eletropostos Brasil.

Em carregadores DC compartilhados (dois cabos no mesmo totem), a potência é dividida quando os dois estão em uso: um totem de 120 kW entrega 60 kW para cada carro. Não é defeito, e vale contar com isso em rodovia cheia.

Durante a recarga

Em DC, o normal é a potência subir nos primeiros minutos, ficar no máximo entre 20% e 50% de carga e cair gradualmente até 80%. Acima de 80% o carregador entrega uma fração da potência: os últimos 20% podem levar tanto quanto os 60% anteriores. Por isso, em viagem, a regra é carregar até 80% e seguir; a calculadora de tempo mostra a diferença para o seu carro. Em AC, a potência é constante do início ao fim.

Você pode se afastar do carro: a trava impede que alguém desconecte o cabo. Fique de olho no app e volte antes do fim, porque várias redes cobram taxa de ociosidade por minuto depois que a recarga termina e o carro continua na vaga. Em pontos de shopping, aproveite para comprar ou comer: é essa contrapartida que sustenta a recarga gratuita.

Ao terminar: encerre e libere

Encerre a sessão no app (ou no totem) antes de desconectar. Só depois a trava libera e o cabo sai. Guarde o cabo DC no suporte do totem, com o conector para cima, e o seu cabo AC no porta-malas. Confira no app o valor cobrado e, se algo estiver diferente do anunciado, use o suporte da rede pelo próprio app, que registra o número da sessão. Depois, gaste dez segundos no app Eletropostos Brasil para marcar "funcionou" ou "quebrado": é esse relato que avisa o próximo motorista.

Os erros que mais custam

Se o carregador não liberar

Siga esta ordem antes de desistir do ponto. Primeiro, confira se a sessão foi aceita no app: se o pagamento falhou, o carregador não inicia e a mensagem costuma aparecer só na tela do celular. Segundo, encerre a sessão, desconecte o cabo, espere dez segundos e refaça tudo; o "aperto de mão" entre carregador e carro falha com frequência na primeira tentativa em totens antigos. Terceiro, troque de tomada no mesmo totem ou de totem no mesmo ponto. Quarto, verifique no painel do carro se há aviso de porta de recarga aberta, cabo mal encaixado ou temperatura da bateria; alguns modelos recusam recarga rápida com a bateria muito quente ou muito fria. Quinto, ligue para o suporte da rede, que aparece no totem e no app: o atendente consegue reiniciar o carregador remotamente na maioria dos casos. Se nada resolver, marque o ponto como "quebrado" no app Eletropostos Brasil e siga para o plano B com a autonomia que restar; a ficha de cada ponto lista os vizinhos mais próximos com a distância.

Direitos e cobrança

A cobrança por kWh na recarga é permitida pela Resolução Normativa ANEEL nº 1.000, de 2021, que consolidou a regra criada pela Resolução Normativa nº 819, de 2018: a recarga é serviço prestado por qualquer interessado, com preço livre, e não fornecimento de energia elétrica. Isso significa que não há tarifa regulada, e o valor deve estar informado antes da ativação, no app ou no totem, como exige o Código de Defesa do Consumidor. Guarde o comprovante da sessão: ele é a prova em caso de cobrança indevida ou de recarga interrompida. A norma está disponível no site da ANEEL.

Leia também